sábado, 11 de outubro de 2014

As 20 Melhores Cervejas do Mundo

20º Imperial Russian Stout - Stone


 Fabricada em Escondido, Califórnia, a Imperial Russian Stout obteve nota 4,215 no ranking. Essa cerveja é consistente e se detaca pelo aroma complexo de groselha, café e anis.

19º Batch 7000 Ale - Bell

Fabricada pela americana Bell, a Batch 7000 Ale é uma Stout produzida em Kalamazoo que foi classificada com nota 4,226. Com coloração escura, possui notas de baunilha e caramelo no sabor.

18º Hopslam Ale - Bell

Mais uma vez no ranking, a Bell ocupa o 18º lugar com a Hopslam Ale, produzida em Kalamazoo, que obteve nota 4,229. Possui seis tipos de lúpulo em sua composição, que acabam conferindo notas florais e frutadas à bebida.

17º Schaerbeekse Kriek - 3 Fonteinen

Essa tradicional cerveja é fermentada com ginjas (cerejas ácidas) e obteve nota 4,236 no ranking. Possui em sua composição malte, trigo, lúpulos, água e as raras cerejas de Schaerbeek. Tem coloração avermelhada e um leve toque ácido e tons frutados.

16º Samichlaus - Hürlimann

Produzida em Zurique, Suíça, essa bebida teve nota 4,239 no ranking. A Samichlaus é uma das cervejas mais alcoólicas do mundo, tendo 14% de graduação. É produzida somente uma vez ao ano, no dia 06 de dezembro, num castelo, e permanece envelhecida por dez meses antes de ser engarrafada.

15º Fred From The Wood - Hair Of The Dog

A Fred From The Wood é fabricada pela americana A Hair Of The Dog , classificada com nota 4,241, essa cerveja passa seis meses envelhecendo em barris de carvalho americano e conta com notas amadeiradas e tabaco no sabor.

14º The Abyss - Deschutes Brewery

Com nota 4,243, a The Abyss é produzida em Bend, Oregon. Outra escura Stout, essa cerveja tem notas de melaço de cana e licor, além de já ter levado vários prêmios como uma das melhores cervejas dos Estados Unidos.

13º Darkness - Surly


Mais uma Stout russa, a Surly recebeu a nota 4,254 e contém 9,8% de álcool. Produzida em Minnesota, a cerveja escura e com notas de chocolate.

12º Extra 8 - Westvleteren

A Extra 8 é vendida em uma garrafa escura, sem rótulo e com tampa azul. Essa Strong Ale é fabricada em Westvleteren por monges belgas e é vendida apenas nas portas dos mosteiros.

11º Supplication - Russian River

Mais uma vez a Russian River integra a lista. Dessa vez, com Supplication, uma Sour Ale classificada com nota 4,275. É envelhecida em barris de Pinot Noir com cerejas por doze meses, processo que confere um sabor delicioso e complexo a essa cerveja.

10º Adam - Hair Of The Dog

A fábrica Hair Of The Dog, localizada em Portland, Oregon, é responsável por produzir a tradicional Adam, que recebeu a nota 4,277. A bebida é a recriação de um estilo histórico de cerveja oriundo de Dortmund, Alemanha.

9º Bourbon County Stout - Goose Island

Com nota 4,283, o nono lugar é ocupado pela Bourbon County Stout. Produzida em Chicago, na fábricaGoose Island, essa cerveja passa dois anos em barris de bourbon envelhecendo e possui grau alcoólico de 13%. No sabor, notas intensas de chocolate dão um toque especial à bebida.

8º Temptation - Russian River

A cerveja é uma legítima Sour Ale, também fabricada pela Russian River, e cotada com uma nota 4,284. A linha Temptation é fabricada em Santa Rosa, Califórnia, e passa de nove a quinze meses envelhecendo em barris de Chardonnay para chegar à fermentação ideal.

7º Pliny The Elder - Russian River

A Double India Pale Ale é fabricada pela Russian River Brewing Co., classificada com a nota 4,289 na pesquisa. Sua composição é um blend cítrico que conta com lúpulos frescos. A bebida já se tornou uma das lendas do segmento nos Estados Unidos por seu sabor equilibrado e final seco.

6º KBS (Kentucky Breakfast Stout) - Founders Brewing Co.



Essa Stout é fabricada em Grand Rapids, Michigan, e recebeu a nota 4,29 dos experts em cerveja. É preparada com café e chocolate, que dão a ela um sabor rico e uma coloração escura — pois é envelhecida em barris de carvalho.

5º Dreadnaught Imperial IPA - Three Floyds Brewing

Three Floyds Brewing entra novamente no ranking de melhores cervejas com a linha Dreadnaught. Com nota 4,3, a bebida é definitivamente uma Ale de sabor complexo, que inclui notas de manga e aroma de pêra, responsáveis por dar um caráter mais leve e adocicado à cerveja.

4º Expedition Stout - Bell


A cerveja da linha Stout da Bell é produzida em Kalamazoo, Michigan, e obteve nota 4,34 dos especialistas. Possui uma espuma encorpada, com fortes notas de malte e café torrado.

3º Speedway Stout - AleSmith

Preparada em San Diego, Califórnia, na fábrica da AleSmith, a Speedway Stout recebeu a nota 4,372 e conta com 12% de álcool em sua composição. É uma cerveja encorpada, forte, composta por leves doses de café e cevada torrada.


2º Dark Lord Russian Imperial Stout - Three Floyds Brewing

Uma das linhas mais famosas da marca Three Floyds Brewing é a russa Dark Lord Imperial Stout, composta por café, melaço de cana e mel. Com nota 4,279, a cerveja só é comercializada no "Dark Lord Day" —  todos os últimos sábados de abril. São fabricadas somente 6 mil garrafas e os consumidores que desejam obter uma delas precisam comprá-la na pré-venda para evitar problemas.

1º 12 - Westvleteren

A 12 da Westvleteren ocupa o primeiro lugar no ranking. Em uma escala até 5, a cerveja recebeu nota 4,499. Fabricada por monges da Bélgica, a bebida é vendida semanalmente nas portas do mosteiro. O inusitado é que a garrafa da 12 não tem rótulo, apenas uma tampa amarela simples. Dentre os ingredientes, são utilizados somente fermento, lúpulo, malte, caramelo, açúcar e água.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Cananéia (SP) pode ser o municipío mais antigo do Brasil



Fonte: Vale do Ribeira


Diz a história, que Cananéia foi fundada em 12 de agosto de 1531 por Martim Afonso de Souza, também diz que São Vicente, que hoje é a primeira cidade oficial do Brasil, foi fundada por Martim Afonso de Souza em 22 de Janeiro de 1532. Mas, de acordo com Acadêmicos, Pesquisadores, Historiadores, e farta documentação encontrados em Universidades, Institutos Históricos , Arquivos do Estado e principalmente no Arquivo Nacional do Museu dos Descobrimentos ou Museu da Torre do Tombo em Portugal, e como mostra o Diário da Navegação da Armada escrito por Pêro Lopes de Souza irmão de Martim Afonso de Souza, a historia é bem outra.



No Museu do Tombo em Portugal existe uma laje em mármore, com um mapa dacosta brasileira que indica Porto Seguro 1500, Cananéia 1502 e Bacia do Prata 1514,consideradas as datas mais importantes para os portugueses. Antes da expedição de Martim Afonso a Cananéia em 1531, por aqui passaram á expedição de Gonçalo Coelho e Américo Vespuccio em 1502 ( trazendo com eles o Bacharel Mestre Cosme Fernandes e o deixando em Cananéia como degredado ), a de João Dias de Solis em 1512 (Português), a de Dom Nuno Manoel (Português) em 1514, Cristóvão Jacques (Aragonês a serviço de Portugal) em 1516, Dom Rodrigo Acuña ( Espanhol )1516, Sebastião Caboto (Espanhol ) 1526, Cristóvão Jacques em terceira expedição 1526, Diogo Garcia (Espanhol) em 1528 entre outros.
De Fotos Blog Curiosidades do Vale do Ribeira

Foto: Museu da Torre do Tombo em Portugal

No Diário de Navegação da Armada , Pêro Lopes diz que quando aquichegaram,encontraram o dito Bacharel de Cananéia , Francisco de Chaves, mais seis europeus vivendo em família, duzentos mestiços e mais de mil e quinhentos índios. 
Alega também em seu Diário, estar o Bacharel a mais de trinta anos no Brasil ( isso em 1531). Já Diogo Garcia em documento enviado à Corte Espanhola diz estar oBacharel em Cananéia há mais de trinta anos , isso em 1528. Teria a chegada do Bacharel sido anterior à descoberta do Brasil? Alguns historiadores acham que sim.Jaime Cortesão em Obras Completas Livro III “Os Descobrimentos Portugueses”, diz que Bartolomeu Dias, trouxe o Bacharel em sua exploração da Costa da África para transpor o Cabo das Tormentas.Pesquisando as correntes Marítimas, podiam em conseqüência , ter chegado a Cananéia ou ponto próximo da costa do Brasil em fins de 1498 ou começo do ano seguinte.

Outro fato reforça a possibilidade duma viagem de Bartolomeu Dias ,em 1498, desde a Ilha de São Tomé às costas brasileiras, é que Dom Duarte Pacheco Pereira teve encargo semelhante, como ele próprio escreveu no capitulo II do Livro I do Esmeraldo de Situ Orbis. (Duarte Pacheco liderou o Tratado de Tordesilhas para Portugal e publicada com esse nome em 1505 as navegações feitas por ele a mando do El Rei de Portugal). Luciano Pereira da Silva , no seu estudo “Duarte Pacheco Pereira ,precursor de Cabral” publicado no primeiro volume da Historia da Colonização Portuguesa do Brasil escreve - “O que ele sabia e tinha visto é que, além do Grande Mar Oceano, se encontra uma costa que se estende desde 70 .º ao Norte até 28,5 ao Sul e isto sabe ele por experiência própria e informações alheias; / Quando ele diz que tem visto, refere-se a uma experiência pessoal e intercala a seguir como e quando se realizou essa experiência , ou seja em 1498 e por ordem do Rei.”

Conclui Jaime Cortesão que Dom Duarte visitou o trecho compreendido entre a embocadura do Maranhão e o delta amazônico, isto é, precisamente a região por onde devia passar a linha de Tordesilhas que demarcava a soberania entre Portugal e a Espanha.


Mas o meridiano que cortava o Brasil supõe dois termos a Quo. A sua realização exigia a operação dupla, e necessariamente em duas viagens, de limitar a soberania portuguesa, quer ao Norte, quer ao Sul. Ora, Cananéia está precisamente na região por onde passava o meridiano de Tordesilhas, no sul das costas brasileiras.

Estas razões levam a crer que o Bacharel, saído nos fins do século XV de São Tomé, fosse levado em Caravela de Bartolomeu Dias, que largou daquela Ilha em Dezembro (1498); e que o capitão do navio em viagens de exploração para transpor o Cabo das Tormentas, sendo ele um dos raros navegadores portugueses que podiam rivalizar em ciências náuticas com Dom Duarte Pacheco, empreende em fins de 1498 e o início do ano seguinte uma viagem de reconhecimento Tordesilhano nas regiões austrais do Brasil, onde o Bacharel como degredado teria sido deixado como um padrão vivo da soberania portuguesa.





Historiadores como Francisco Adolfo de Varnhagem e Manoel E. de AzevedoMarques alegam que o Bacharel de Cananéia foi deixado em 24 de janeiro de 1502 pela expedição exploratória de Gaspar de Lemos e o cartógrafo Américo Vespúcio , á costa sul do Brasil. E que dando topônimos a baias, cabos e enseadas, deram o nome de Barra do Rio Cananor à Baia de Cananéia. (Estudos recentes dão como certo a expedição ser comandada por Gonçalo Coelho e a Barra de Cananéia por lembrar a localidade de Cananor perto de Calicúte, na Índia, onde os portugueses fundaram uma feitoria).

Polêmicas à parte é que 1499 ou 1502 não mudaria o fato de Cananéia ser o povoado mais antigo do Brasil.

Fonte: O Vale do Ribeira